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RJTV
Coluna Bate-Papo, Sábado , 10 de Dezembro de 2005 - Entrevista |
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PROJETO SURFE SOCIAL Sociedade Civil sem fins lucrativos fundada em 2000, a Organização Surfe do Brasil se dedica prioritáriamente a dus grandes linhas de atividades: 1. Capacitação profissional de pessoas de comunidades carentes - sobretudo jovens e adolescentes em situação de risco social - para a fabricação e conserto de pranchas de surfe, mediante cursos que proporcionam auto-sustentabilidade (geração de renda) e elevam a auto-estima e a auto-confiança. 2. Revelação de novos talentos, que são preparados para as competições por meio de um treinamento desportivo sem paralelo nomundo do surfe, executado por profissionais qualificados. Nas duas atividades a O`SURFE é pioneira, líder e conquistou por mérito alta visibilidade na mídia. este fator faz crescer a demanda e torna imperioso o esforço para a captação de novos recursos, provenientes de fontes diversas, para tornar viável o atendimento da sobrecarga de demanda. Filiada à FESERJ (Federação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro) e à CBS (Confederação Brasileira de Surfe), a O´SURFE foi convidada pelo Departamento de Engenharia Oceânica da UFRJ, em 2004, para integrar o staff de órgãos consultivos constituído para realizar estudos técnicos visando à implantação, na orla do Rio, de um sistema de recifes artificiais conhecido como "surfódromo", um equipamento engenhoso que, instalado sob o mar próximo à praia, protegerá a encosta da erosão causada pelas ondas, e proporcionará a formação de ondas de excelente qualidade mais distantes da areia, viabilizando competições nacionais e internacionais, o que concorre para trazer de volta à cidade do Rio de Janeiro, a sede da perna brasileira do WCT e do WQS (circuito mundial de surfe), atualmente realizada em Florianópolis. Este programa é apoiado financeiramente pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro através da Rio Águas. Mantemos com a Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá - SESES - pertencente à Universidade Estácio de Sá, um convênio de cooperação técnico-pedagógica, destinado a desenvolver, disciplinar e operacionalizar o funcionamento de cursos de Extensão Universitária no Estado do Rio de Janeiro, com foco em cursos na área de manufatura de pranchas de surfe, realizados nas dependências da O´SURFE. Em 2004 a O´SURFE participou do Festival do Mar, realizado de 24 a 30 de maio na cidade de Arraial do Cabo, evento promovido pela UFRJ com parcerias do BNDES, PETROBRÁS, ÁLCALIS e MARINHA DO BRASIL , sendo a sua contribuição representada por palestras do shaper Lelot sobre Surfe e o Meio Ambiente, e workshops de surfe na praia ministrados por um grupo de instrutores voluntários. A O´SURFE também é uma das entidades apoiadoras do projeto CLEAN UP THE WORLD – Rio de Janeiro, evento mundial da ONU/UNESCO, realizado anualmente no dia 18 de setembro com a parceria de mais de 30 empresas e entidades, entre elas Instituto Ecológico Aqualung, Coca-Cola, Outback, ABIH, IBAMA, Banco Real, Mega Petróleo, JW Marriot, Fun Dive, entre outros. 1. Apresentação O PROJETO SURFE SOCIAL é inspirado na experiência e nos métodos de ensino de fabricação de prancha de surfe criados em 1992 pelo shaper Lelot, fundador e principal executivo da Organização Surfe do Brasil - O'SURFE. Computando os cursos ministrados por Lelot antes da fundação da entidade, em 2000, já foram beneficiados mais de 200 jovens em situação de risco social entre os mais de 800 alunos formados em seus cursos de capacitação. A principal atuação
está na formação e capacitação de jovens
para o mercado de trabalho, através dos cursos profissionalizantes
realizados em nossa Oficina Escola:
O Projeto já é um êxito como atestam nossos alunos que entram no mercado de trabalho como artesãos ou empresários, ou ainda instrutores voluntários, passando por uma profunda transformação pessoal com reflexos importantes em suas famílias e comunidades.
Dar aos jovens de comunidades carentes em situação de risco social, a oportunidade de descobrir e praticar o Surfe é, antes de tudo, realizar um sonho, um processo de resgate de auto estima e canalização positiva das tensões e ansiedades causadas sobretudo pela falta de oportunidades que caracteriza a vida do cidadão brasileiro na atualidade. A prática esportiva contribui de forma efetiva para a diminuição do consumo de drogas, da evasão escolar e dos índices de violência. E o Surfe é o esporte individual mais praticado no Brasil, por cerca de 3 milhões de praticantes e 10 milhões de simpatizantes e praticantes eventuais - sobretudo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, principal pólo de fabricação de pranchas do Brasil, com cerca de 40 oficinas localizadas principalmente em Vargem Grande, Vargem Pequena e no Recreio dos Bandeirantes, onde esta sediada nossa entidade. O número de praticantes cresce 10% ao ano graças ao magnetismo cênico inspirado pela prancha, praias e mar ao longo de excelentes points distribuídos em 8,5 mil km de litoral. O adolescente, o homem e a mulher de meia idade e até senhores e senhoras na faixa de 60 anos identificam-se cada vez mais com esse esporte saúde super-especial que também é estilo de vida e marca de comportamento de respeito e amor à natureza. Agrega status, sinaliza equilíbrio emocional, alegria de viver. Duas ou até seis vezes mais cara que um par de tênis importado, dependendo do modelo, e tão valorizada quanto óculos de griffe e celular, a prancha de surfe é um dos ícones de consumo de nosso tempo. No Brasil, a indústria
da chamada moda praia movimentava em 2004 cerca de 2 bilhões de
reais por ano, aproximadamente 10% do mercado têxtil nacional, receita
que advém do incremento de mais de 200% do valor que correspondia
ao ano de 1987, continua crescendo e tende a crescer com média
superior a 10% ao ano. O setor empregava até meados do ano passado
140 mil pessoas, com cerca de 3 mil empresas e mais de 15 mil lojas. Esses conceitos são passados aos alunos junto com as técnicas de confecção e comercialização de pranchas e acessórios, informações sobre o mercado de trabalho, como montar o próprio negócio e gerar a própria renda e, assim, aumentar a renda familiar. As mais de 500 pranchas confeccionadas desde a fundação da ong, receberam as contribuições laborais de seus próprios alunos, inclusive de bolsistas, como prova de aprendizado.
Equalizar as oportunidades de aprender a surfar e fazer uma prancha num país com a nossa costa e tamanho apelo esportivo é um dever de cidadania, de consciência social. Estamos demonstrando na prática como o surfe pode ser uma ferramenta para ações sociais no campo esportivo. O Programa visa, ainda, identificar talentos para o Surfe competitivo de Alta Performance, apoiá-los e instruí-los, para que possam se desenvolver e conquistar títulos Estaduais, Nacionais e mesmo Internacionais a longo prazo, como parte de uma estratégia de desenvolvimento e formação de novos talentos e ídolos para o esporte, atraindo assim o interesse dos demais jovens em situacao de risco social. Os mais talentosos são encaminhados a uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais altamente qualificados, e capacitados a levar o atleta ao máximo de seu potencial em medio a longo prazo. 2. Justificativa a) O jovem não capacitado e desmotivado é hoje um sério problema no cenário nacional. Diversas experiências vem sendo empreendidas no sentido de cooptá-los para programas de qualificação de mão de obra na expectativa de suprir a demanda de setores em expansão e atender a um problema social que tem conseqüências em áreas como segurança, saúde e meio ambiente. O Surfe tem o poder de mobilizar os jovens e doutriná-los em uma cultura de paz e harmonia. A falta de perspectiva e a ociosidade dos jovens, e suas decorrentes carências, são verdadeiros flagelos sócio-econômicos que têm se mostrado foco das atenções de políticos, empresários, entidades e sociedade civil. O Programa SURFE CAPACITANTE se propõe a contribuir de forma efetiva, difundindo e fomentando valores pessoais e de cidadania num modelo aplicável aos jovens carentes de outras comunidades brasileiras que têm paixão pelo surfe. b) Entre as tribos de adolescentes, a do Surfe é uma das mais universais. Em primeiro lugar não se trata apenas de um estilo, de uma moda, mas sim de uma ideologia conectada ao esporte e à natureza, calçada em princípios de solidariedade e principalmente de Paz. Fazer parte da "Galera" do Surfe também implica numa disposição para a alegria e o bem estar, o otimismo, algo como uma vacina anti-depressão. Fazer Surfe de integração social tem nos dado o retorno de um beneficiado extremamente feliz e realizado no projeto, sentimento capaz de contagiar famílias e amigos em suas comunidades de origem e de promover um incremento sócio-financeiro significativo. Estes fatos contribuem fortemente para a diminuição da violência, evitando o aliciamento dos jovens adolescentes pelo crime organizado. c) Avaliações comparativas de IDH mostraram que o projeto atinge, hoje, em cursos de 90 dias, índices apreciáveis de desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida, assim como um alto grau de confiança e autonomia responsável. Entre os nossos beneficiados constatamos um incremento de 98% de desenvolvimento médio em Saúde e 95% em Educação. Índices estes medidos por avaliações médicas e nos boletins de rendimento escolar. Estima-se o mercado do surfe no Brasil em R$ 2,5 bilhões, o que é pouco para os nossos quase 200 milhões de habitantes em 8.500 km de costa. Estima-se que tenhamos "apenas" 3 milhões de praticantes assíduos e 10 milhões de ex-praticantes ou praticantes ocasionais. Estes números mostram o quanto ainda podem crescer, em nosso país, a prática e o universo do surfe, assim como as oportunidades de trabalho para aqueles que estiverem devidamente capacitados. A demanda por esta mão de obra é um fato corriqueiro nas lojas e nas oficinas : hoje uma prancha de Surfe requer de 20 a 30 dias de prazo para sua execução e entrega . Isso demonstra a falta de pessoal qualificado em toda a cadeia produtiva. O PROJETO SURFE SOCIAL conta com uma sede situada na praia do Pontal, Recreio dos Bandeirantes, RJ, coração do surfe carioca, que dispõe de uma estrutura pioneira a nível nacional: além da Oficina-Escola, contamos com um alojamento para atletas, show room de pranchas e espaço para exibição de vídeos de surfe, além de guardaria e cantina.
d)Todo o entorno de nossa sede , assim como das praias em que atuamos, está rodeado de comunidades carentes de reconhecida importância e exemplaridade. A ROCINHA é hoje uma comunidade emblemática onde atuam todas as esferas de governo e dezenas de ONG`s . Lá identificamos a enorme demanda de jovens (em idade de recrutamento pelo trafico de drogas e outras ações delinqüentes) interessados em praticar e trabalhar no mundo do Surfe. O TERREIRÃO é uma comunidade relativamente pequena (cerca de 15.000 moradores) e muito engajada em iniciativas e empreendimentos cooperativados com o apoio do SEBRAE (a associação de moradores nos encaminhou uma cooperativa de costureiras interessadas em fabricar nossos uniformes e uma linha de produtos e artigos de moda surfe.) 3. Atividades Anteriores Na fase inicial da instituição da O’ SURFE, o foco do trabalho foi concentrado nas comunidades da Rocinha e do Terreirão, oferecendo atividades esportivas e educacionais como uma forma de atender e ocupar crianças e adolescentes. A metodologia de trabalho adotada pela nossa instituição é simples : ocupamos ao máximo o tempo das crianças e jovens com nossas atividades afim de evitar a ociosidade e criar um interesse pelo aprendizado que, em si mesmo, é uma barragem contra a influência da marginalidade.
Desde 2002, quando foi oficialmente ativada, nossa instituição já capacitou mais de 100 jovens de comunidades carentes do estado do Rio de Janeiro, utilizando a mesma metodologia do início de nosso trabalho. Hoje existem cerca de 300 jovens em fila de espera, aguardando verbas para que possamos estender nossas atividades a essa demanda potencial que busca o bom caminho da cidadania e do bem viver. 4. Objetivo Geral Capacitar anualmente um mínimo 150 jovens entre 10 e 30 anos, em todas as áreas ligadas ao universo do Surfe, desde a degustação esportiva e recreacional até as artes e ofícios. Realizar convênios
e acordos que garantam à quase totalidade dos beneficiados, o acesso
ao primeiro emprego. Desenvolvimento de uma rede positiva de relacionamentos
institucionais visando ao reconhecimento e certificação
das capacitações propostas. 5. Objetivos Específicos
6. Metodologia Empregada O curso começa pela avaliação física, o teste de natação e o de aptidões dos mais de 300 pré-inscritos do programa A partir dos resultados a turma será dividida em 3 grupos de 05 alunos para cursos de 12 semanas de duração com apostilas, aulas audiovisuais, noções de informática, aulas de campo e Oficinas. 7. Avaliação Processual
8. Avaliação dos Resultados
9. Avaliação de Impacto
10.Parcerias e Alianças
11. Equipe de Trabalho
12. Coordenação do Projeto Berto Filho
Coordenação Geral
13. Comunicação do Projeto
14. Assessoria de Imprensa O Projeto Surfe Social tem recebido bastante espaço na Mídia de Massa Espontânea feita pela Assessoria de Imprensa da O'SURFE, que contará com a supervisão do jornalista Berto Filho. A possível colaboração da assessoria de imprensa do Instituto Rio certamente reforçará as possibilidades de ocupação de espaços estratégicos nos veículos de comunicação de massa. 15. Cronograma
16. SUSTENTABILIDADE Os recursos pleiteados neste projeto que serão aplicados diretamente na capacitação de 150 jovens moradores de comunidades carentes em situação de risco social, cadastrados por nossa entidade, e indiretamente visando atingir os milhares de jovens moradores destas comunidades, através de eventos sociais que proporcionarão condições para que possamos seguir selecionando e capacitando outros jovens, de forma a podermos atingir a meta de capacitar anualmente um número cada vez maior de jovens ao longo dos prõximos anos. Parte da receita proveniente da comercialização das dezenas de pranchas com a logomarca da entidade, confeccionadas tanto pelos formandos, como pelos novos artesãos formados no curso, é revertida para a manutenção da entidade e aquisição de insumos com vistas a confecção de novas pranchas para as turmas seguintes, conferindo ao projeto um caráter de auto sustentabilidade parcial. 17. MERCADO DE TRABALHO Ao final do curso, os formandos recebem um certificado de participação e poderão ser selecionados para estagiar em oficinas de pranchas, e em nossa própria entidade, confeccionando e consertando pranchas, podendo ainda ser selecionados como instrutores voluntários do projeto.
Ulisberto Lelot Rua
Almirante Heleno Nunes, 203 Praia da Macumba (Pontal)
Recreio
dos Bandeirantes RJ CEP 22795-020 osurfe.brasil@hotmail.com
www.lelot.com.br/osurfe.htm
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2006
| Henry Lelot | SurfBoards | Email: hlelot@lelot.com.br MSN: hlelot@hotmail.com Tels: 55+21 2490-6412 / 9848-9880 |
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